Trabalhadores da Caixa e dos Correios cruzam os braços em defesa de direitos e contra o desmonte da assistência médica


Trabalhadores da Caixa Econômica Federal e dos Correios deflagraram greve nacional por tempo indeterminado, resistindo a propostas corporativas que ameaçam conquistas históricas. A principal motivação da mobilização unificada é a salvaguarda dos planos de saúde — o Saúde Caixa e o plano dos Correios —, cujas propostas de alteração no modelo de custeio e coparticipação transferem custos abusivos para as costas dos funcionários, inviabilizando a assistência médica de milhares de famílias e aposentados. Sob forte pressão e exaustivas rotinas de trabalho, mais de 90% das bases da Caixa e 35 assembleias dos Correios rejeitaram de forma contundente os pacotes insuficientes das direções das empresas.

O movimento operário obteve uma importante vitória política quando a mobilização massiva obrigou a direção da Caixa a recuar de ameaças de corte de benefícios e a suspender medidas administrativas coercitivas. Nos Correios, a categoria enfrenta a intransigência da gestão e medidas de judicialização, mantendo a união mesmo diante de decisões liminares que tentam restringir o direito de greve ao exigir altos percentuais de efetivo. Os trabalhadores reafirmam que a paralisação é o último recurso em defesa da dignidade profissional, da reposição inflacionária real e contra a precarização das estatais que prestam serviços essenciais à sociedade brasileira.

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