Por Diego Sousa*
Nas capitais, é comum vermos parlamentares — de direita a esquerda — somando às lutas sindicais. Recentemente, acompanhei atos onde estiveram presentes tanto a deputada estadual Larissa Gaspar quanto o deputado estadual e pré-candidato ao Senado, Alcides Fernandes. Ambos em atividades puxadas por sindicatos.
Aqui, a realidade é outra. Temos uma oposição parlamentar mansa demais no plenário e distante das lutas populares nas ruas. Já aqueles grupos sem representatividade — majoritariamente campos da esquerda e da extrema-direita — também não se aproximam, limitando sua atuação quase exclusivamente ao campo virtual.
Questiono: que mal há em visitar a representação dos servidores, conhecer a sede e inteirar-se das pautas vigentes? Muitas vezes, falta apenas vontade. Para não ser injusto, nos bastidores, apurei que a vereadora Pâmela Nara (Podemos) demonstra interesse sobre a situação dos educadores, mas também não marca presença nos atos.
Se a oposição quisesse construir um grande movimento oposicionista, começaria ouvindo a representação dos servidores, já que a gestão ignora essas demandas. Aliás, considero um erro tático da prefeitura não ouvir o sindicato, nem que fosse nos bastidores; resolver pautas menores, que dependem apenas de boa vontade política, seria uma forma de ganhar pontos e evitar desgastes desnecessários.
Ser oposição não é uma tarefa complexa; na verdade, é o lado mais fácil da política. Não é preciso ser aquela oposição puramente verborrágica. Basta pensar um pouco mais e, acima de tudo, querer fazer acontecer.
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