Lula critica paralisação da ONU e defende autonomia do Sul Global na Assembleia Geral


Em discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou tom crítico ao condenar o imobilismo do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos globais e a dependência do direito de veto pelas grandes potências. O chefe do Executivo brasileiro posicionou o país como porta-voz do Sul Global ao contestar posturas hegemonistas no cenário internacional, afirmando que o Brasil e os países latino-americanos não aceitarão a divisão do mundo em zonas de influência nem a ingerência externa em seus processos políticos.

Além do panorama geopolítico, a alocução do presidente abordou diretrizes de política interna e cooperação internacional, enfatizando o combate às estruturas do crime organizado e à lavagem de dinheiro como prioridades que dispensam tutelas estrangeiras. O pronunciamento também incluiu a defesa da regulação das plataformas digitais, a proteção ambiental associada ao desenvolvimento socioeconômico e pautas de valorização do trabalho, como a proposta de revisão da jornada na escala 6x1, reafirmando o compromisso com a soberania nacional e o fortalecimento do multilateralismo.

Lula discursa na ONU (Foto: reprodução)



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