Em pronunciamento durante a Assembleia Geral das Nações Unidas nesta quarta-feira (23), o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou os Estados Unidos e Israel de violarem o direito internacional e cometerem crimes de guerra ao alvejarem populações e infraestruturas civis no Oriente Médio. Exibindo registros de ataques récem-ocorridos em território iraniano, o chefe de Estado rebateu acusações de terrorismo vindas de Washington e Tel Aviv, afirmando que a nação persa reage em legítima defesa e não se renderá às pressões e ameaças de agressão militar ostentadas pelo governo estadunidense na tribuna da ONU.
Pezeshkian convocou a comunidade internacional a conter o escalamento dos conflitos, citando o genocídio na Faixa de Gaza, os bombardeios no Líbano e a devastação da infraestrutura síria como evidências da falência da diplomacia frente ao unilateralismo. Invocando preceitos éticos universais, tradições religiosas e a literatura clássica persa, o líder reafirmou o compromisso do Irã com a paz, o multilateralismo e a recusa do desenvolvimento de armas nucleares, condicionando a segurança regional à cooperação, ao respeito à soberania e ao fim da impunidade para as potências agressoras.
Foto: AFP

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