Por Diego Sousa*
Tive o privilégio de conviver muito com esse grande amigo. Estávamos juntos seja no âmbito social, na hora de trocar uma ideia com alguns drinks e água de coco no conhecidíssimo bar e restaurante Aqui Agora, seja em nossas corridas na pista de atletismo da Vila Olímpica.
Justo foi um grande companheiro: respeitoso, brincalhão e sério nos momentos em que a vida exigia sobriedade. Ter tido a sua amizade foi um ganho imenso para minha vida pessoal. Diariamente trocávamos conversas e ríamos bastante das situações tragicômicas do dia a dia. Com esse homem de boa índole, o desânimo não encontrava espaço.
Um causo muito marcante que presenciei aconteceu em um determinado estabelecimento que frequentávamos. Ele observou uma mãe negra, funcionária daquele local, que no seu dia de folga havia recebido o direito de trazer a família para jantar. Não sei se era uma premiação pelo seu bom desempenho, mas o Justo olhou fixamente para a cena e me disse: 'Hoje deve estar sendo o dia mais feliz da vida dela. Pôde vir comer com os filhos no restaurante numa noite em que, outrora, estaria trabalhando'. Esse era o olhar dele.
Infelizmente, lamento profundamente a sua perda e sinto muito a sua falta. Todos os dias, quando saio para fazer atividade física, levo comigo uma pochete de guardar celular que ele me presenteou para as corridas. Meu grande amigo, saiba que você estará para sempre em nossas memórias.
Viva Junio Justo, o nosso eterno Junim!
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Texto publicado originalmente na data de 18 de maio de 2026

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